Cruel, muito cruel…
3 Julho, 2008 by ffurtadoMinha mãe, meu sogro, meus amigos tricolores e até o time do Fluminense não mereciam esse fim de Libertadores.
Mas o Renato Gaúcho sim. Esse mereceu.
Minha mãe, meu sogro, meus amigos tricolores e até o time do Fluminense não mereciam esse fim de Libertadores.
Mas o Renato Gaúcho sim. Esse mereceu.
De José Miguel Wisnik, na Piauí de maio, sobre a escolha do time do coração:
“Às vezes, essa decisão pode vir pronta e dada pela tradição familiar, como numa sociedade tradicional que já filiasse o nativo a um clã. Mas o meu caso, como imagino ser o de muitos, supunha a indecisão entre as alternativas dadas pelos clubes de São Paulo e a eleição, em princípio arbitrária e cruelmente gratuita, de um objeto para “Ideal de Eu” - com a conseqüente inclusão forçosa num campo de compartilhamento, no qual passamos a acreditar e ao qual passamos a pertencer como se essa identificação nunca tivesse sido objeto de uma escolha arbitrária”.
Ao contrário do Wisnik, faço parte do primeiro grupo, mas também me impressiono com a força dessa escolha, seja ela herdada ou arbitrária.
Só tenho aparecido aqui pra falar de futebol. E esse não era o objetivo quando criei o blog. O que fazer? Se é pelo fim, pelas páginas de esportes, que eu começo a ler o jornal toda manhã? Se é o meu time que dita meu (mau) humor? Se além dos sites de notícias, ainda perco tempo e dinheiro num site de bolão e num de futebol virtual (a coisa mais nerd que eu faço na vida, além de ter um blog)?
Então, enquanto meu time não é eliminado definitivamente da Copa do Brasil (ainda me resta uma semana!), inicio aqui a campanha para que as temporadas de futebol durem apenas três meses por ano. Mais do que isso é muito desgastante, exaustivo, ganhando ou perdendo (mais perdendo, é claro, mas tenho certeza que muitos tricolores saíram acabados do Maraca depois dessa vitória sobre o São Paulo aos 47 do segundo tempo).
Vou continuar “secando”, mas espero, do fundo do coração, que todos meus amigos tricolores tenham ido hoje ao Maraca (e devem ter ido, pois o engarrafamento de fusquinhas aqui nas redondezas foi recorde). Só o gol de barriga deve se comparar ao dia de hoje para eles.
E quanto ao Vasco, é mais azarão ainda do que era até o jogo de hoje no Recife. Ter de vencer de três com esse timinho, só com muita estrela. Não sei ainda se vou ao jogo, mas se for, garanto que sairei exausto de São Januário. Ganhando ou perdendo.
O Vasco nunca passou com tanta facilidade pelas quartas de final da Copa do Brasil. E chega a sua sexta semifinal como azarão. Por que ninguém podia apostar, nem mesmo os torcedores, que o clube poderia ficar perto de disputar um título este ano. Não até a volta de Leandro Amaral.
Dia de jogo entre São Paulo e Fluminense pela Libertadores, a competição que até semana passada era a mais importante do semestre para os jornais aqui do Rio, aquela que foi um prêmio para a espetacular campanha do terceiro colocado do Brasileiro ano passado. E hoje, a partida do Flu, único carioca vivo na competição, não mereceu nem uma linha na capa do Globo. Por que será?
Libertadores não é Estadual…
Pronto, todo mundo satisfeito: Leandro Amaral e torcida do Vasco. O artilheiro deixou sua marca, jogou com raça e comprovou que é muito melhor que Allan Kardec e Jean. O time foi outro hoje. Se a defesa continua fraca, o ataque ficou mais inteligente. Madson é boa opção ofensiva (sempre gostei desse baixinho), mas deixou uma avenida no lado esquerdo. Prefiro ele como reserva do Morais. E hoje Edmundo foi realmente o melhor em campo. Muito bom vê-lo tabelar com Leandro e Morais. Só não digo que já estamos classificados para a próxima fase da Copa do Brasil, porque “futebol não é basquete”, como acabou de dizer Joel. Mas isso é assunto pra outro post…
Hoje é dia de jogo do Vasco pela Copa do Brasil, único campeonato que realmente importa aqui no Brasil neste primeiro semestre. E todo mundo de olho na volta do Leandro Amaral e na reação da torcida. O próprio jogador, Antônio Lopes e Edmundo disseram que esperam que a torcida o apóie. E nós esperamos que ele jogue bem, mostre disposição e faça gols. O apoio virá normalmente se ele for o mesmo profissional de antes.
Ser gangsta em Nova York (ou no quintal da sua casa) é uma coisa. Quero ver se virar em Luanda!
Essa história me fez lembrar da passagem de Marcinho VP por Buenos Aires, quando foi roubado e levou uns tapas na Bombonera, ao lado do Caco Barcellos. Ficou bolado em ser o “otário” da vez.
O manto sagrado no corpo suado, o abraço daquele negão da cadeira ao lado no gol do Obina, o sentimento de pertencer à nação rubro-negra mexeram com a cabeça de Ronaldo… E aí bateu uma vontade louca de pegar um traveco. Para quem não acreditava, foi o argumento que faltava: o Fenômeno é Mengão!
Já se passou quase uma semana, mas aquele VT do JN comparando Edmundo a Pelé ainda não me saiu da cabeça. A Flapress de vez em quando exagera pro outro lado também.
E que estrela! Obina não é nem o melhor atacante do Flamengo, mas mais uma vez foi ele quem decidiu. Os outros 20 e tantos ficaram devendo.
Sou um leitor bissexto de quadrinhos. Quer dizer, na infância, li muitos gibis. Mas de quadrinhos “adultos” não conheço muita coisa. Não sei nada sobre Sandman, Sin City, Manara, e muito menos aqueles mangás. Porém, nas vezes em que comprei algum livro de quadrinhos no escuro, me dei bem. Se bem que nem tanto no escuro assim… O mais foda que li foi o Maus, de Art Spielgeman, ganhador de Pullitzer e tudo. Recomendo veementemente! Na faculdade, li também alguma coisa do Crumb. Muitas vezes, não cedo à tentação de comprar um livro desses por causa dos preços. Por isso, só tenho o primeiro volume de Persépolis.
Tudo isso pra dizer que tô amarradão lendo “Mais preto no branco”, de Allan Sieber, que encontrei por 20 pilas numa livraria. Nunca vi seu filme “Deus é pai”, mas era fã da “F.” (acho que não durou muito) e tenho seu blog nos meus favoritos. Tô me segurando pra não ler todo de uma vez! Não tem nada a ver com os livros que citei acima (Maus e Persépolis), ele é uma coletânea de tiras e histórias de, no máximo, uma página (sensacional a do cara que se “converte” só nas aparências, mas só pra sacanear os amigos, até que um deles vire crente também). Mas é quadrinho também, né? Ou isso entra numa outra classificação?
Pronto, chegou ao fim a maratona trabalho-futebol de hoje. Sites editados, Vasco classificado no susto, golaço do Bruno no Maraca e Botafogo venceu na conta.
Nem achei que o Edmundo tenha jogado tão bem como destacaram Noronha e Luiz Roberto na transmissão da Globo. O melhor do Vasco ainda é Morais e sua saída no meio do segundo tempo quase prejudicou o time. A defesa é muito fraca, Tiago também não tem dado conta (é facilmente encoberto) e faltam bons volantes e atacantes. Se passarmos da próxima fase, contra Corinthians-Al ou Juventude, vai ser assim no susto de novo.