Era no tempo do vinil. Tinha comprado o Document para fortalecer a equipe de som que eu e outros moleques tentamos levar adiante, seguindo a onda dos caras mais velhos do nosso prédio. Comprei só por causa de “It’s the end of the world…”. Mas eu gostava mesmo era de Ultraje, Titãs e Camisa de Vênus, de gritar músicas com palavrão, da rebeldia sem causa. Por isso, sorte minha que o Léo aceitou a troca do Document pelo Viva, do Camisa.
Hoje, quando conto a história, cheio de orgulho, meus amigos indies se descabelam, batem o All-Star no chão, recriminando tamanha heresia… E eu, que fiquei velho, já nem sei onde está o disco, não tenho mais vitrola e só fui me lembrar dele por causa do ótimo programa “Discoteca“, da MTV.
Bota pra fuder!
Tags: Camisa de Vênus, música, MTV, REM

29 Julho, 2008 às 5:57 pm |
Aí, tu tem merda na cabeça! Tá certo que o R.E.M. não é lá grandes coisas, mas se desfazer do “Document”, que é um belo disco, por causa de um LP daquela bandinha do Marcelo “Mala” Nova num dá, né?
31 Julho, 2008 às 1:51 am |
Mesmo com o baixo quórum nesse blog, sabia que logo ia pintar a patrulha. E diga-se, equivocadíssima: REM é bom pra caralho. Naquela época fazia mais sentido que eu tivesse o disco do Camisa. Michael Stipe concordou comigo no Rock In Rio 3.
15 Agosto, 2008 às 10:40 pm |
Não é patrulha, é só uma opinião. Os discos e as bandas podem ser mais ou menos relevantes de acordo com uma série de fatores, até aí eu concordo. O que eu procurei analisar foi o conteúdo musical de cada uma delas. Nem sei se o R.E.M. é “bom pra caralho”, eu não acho. Mas não trocaria QUALQUER disco deles (de maneira alguma) por outro do CV.
*Não sei se vem ao caso, mas, certa vez, troquei o meu “Nevermind”, do Nirvana, pelo “Wish you were here”, do Pink Floyd. Resultado: comprei de novo duas semanas depois.