Explode coração 2

1 julho, 2009

Chegou a hora de voltar a escrever por aqui. E o motivo não é a morte do Michael Jackson, nem as eleições no Irã, nem a vitória do Brasil na Copa dos Confederações e muito menos a pandemia de gripe suína.

Há exatamente um ano e dois dias eu comemorava aqui no blog (dá um scroll lá pra baixo) o fim de uma era sombria no Vasco. Roberto Dinamite, o maior jogador da história do Vasco, finalmente assumia o que lhe tinha sido tomado numa fraude. E os vascaínos sonharam com dias melhores. Mas desde então o que se viu foi um festival de lambanças que, junto com a herança maldita deixada por Eurico, levaram o Vasco ao mais vergonhoso acontecimento de sua trajetória. E o que se vê agora, depois de nove rodadas na Série B, é que essa vergonha pode durar mais um ano.

Vamos lembrar de alguns tropeços e furos que nos trouxeram até aqui?

– Manutenção de Antonio Lopes depois de assumir o clube.
– Contratação de Tita e sua posterior fritura.
– Contratação do fanfarrão Renato Gaúcho.
– Falta de um projeto e de diretores capazes para o futebol. Parece até que não estavam brigando há anos pra assumir o Vasco.
– O acerto com a Eletrobras, tido como favas contadas, não saiu do papel depois de um ano.
– O Vasco foi eliminado da Taça Guanabara por um erro do departamento jurídico.
-A principal contratação do ano (Carlos Alberto) corre o risco de jogar apenas meia temporada.
– A segunda principal contratação do ano (Aloísio) vai jogar apenas meia temporada.
– Acerto e posterior rescisão de contrato com uma fornecedora de material esportivo de quinta categoria.
– Manutenção no elenco de jogadores que foram decisivos para o rebaixamento do time.

Estes são os que eu lembro agora, de cabeça.

O pior é ter certeza de que estaria tudo muito pior com o Eurico.

Não escrevo aqui contra o Roberto Dinamite, torço pra ele tirar o Vasco dessa. Mas acho que chegou a hora de ele fazer um balanço desse ano que passou, colocar  a mão na consciência e ver o que ainda dá tempo de fazer.

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Saldo das férias

18 outubro, 2008

Jogos Olímpicos no sofá

24 agosto, 2008

Depois dessa maratona de 17 dias na frente da TV, levo na bagagem uma dor nas costas pelas noitas mal-dormidas e uma certeza: melhor do que ver as Olimpíadas inteiras é ver a primeira semana das Olimpíadas. Na segunda, já fica aquele clima de fim de festa.

Você sabe onde fica a Líbia? (2)

31 julho, 2008

Essa é pros três ou quatro desavisados que chegaram aqui pelo outro post. Se você quer realmente saber onde fica a Líbia, onde um grande casal de amigos quase foi parar esse ano, navegue um pouco por aqui. E de quebra veja muitas fotos de moradores e viajantes que passaram por lá.

Mas não saia da Líbia. Serão horas e horas de sono perdido na madrugada. Ainda mais quando você chegar em fotos que têm o sensacional “Olhe em volta”. Minha vez de perguntar: como eles fazem isso?

Troquei meu REM pelo disco do Camisa de Vênus

18 julho, 2008

E até hoje não me arrependo.

Era no tempo do vinil. Tinha comprado o Document para fortalecer a equipe de som que eu e outros moleques tentamos levar adiante, seguindo a onda dos caras mais velhos do nosso prédio. Comprei só por causa de “It’s the end of the world…”. Mas eu gostava mesmo era de Ultraje, Titãs e Camisa de Vênus, de gritar músicas com palavrão, da rebeldia sem causa. Por isso, sorte minha que o Léo aceitou a troca do Document pelo Viva, do Camisa.

Hoje, quando conto a história, cheio de orgulho, meus amigos indies se descabelam, batem o All-Star no chão, recriminando tamanha heresia… E eu, que fiquei velho, já nem sei onde está o disco, não tenho mais vitrola e só fui me lembrar dele por causa do ótimo programa “Discoteca“, da MTV.

Bota pra fuder!

Sem juízo

11 julho, 2008

Cruel, muito cruel…

3 julho, 2008

Minha mãe, meu sogro, meus amigos tricolores e até o time do Fluminense não mereciam esse fim de Libertadores.

Mas o Renato Gaúcho sim. Esse mereceu.

Explode coração

28 junho, 2008

A Cruz de Malta é o meu pendão

7 junho, 2008

De José Miguel Wisnik, na Piauí de maio, sobre a escolha do time do coração:

“Às vezes, essa decisão pode vir pronta e dada pela tradição familiar, como numa sociedade tradicional que já filiasse o nativo a um clã. Mas o meu caso, como imagino ser o de muitos, supunha a indecisão entre as alternativas dadas pelos clubes de São Paulo e a eleição, em princípio arbitrária e cruelmente gratuita, de um objeto para “Ideal de Eu” – com a conseqüente inclusão forçosa num campo de compartilhamento, no qual passamos a acreditar e ao qual passamos a pertencer como se essa identificação nunca tivesse sido objeto de uma escolha arbitrária”.

Ao contrário do Wisnik, faço parte do primeiro grupo, mas também me impressiono com a força dessa escolha, seja ela herdada ou arbitrária.

Quarta é dia de jogo

22 maio, 2008

Só tenho aparecido aqui pra falar de futebol. E esse não era o objetivo quando criei o blog. O que fazer? Se é pelo fim, pelas páginas de esportes, que eu começo a ler o jornal toda manhã? Se é o meu time que dita meu (mau) humor? Se além dos sites de notícias, ainda perco tempo e dinheiro num site de bolão e num de futebol virtual (a coisa mais nerd que eu faço na vida, além de ter um blog)?

Então, enquanto meu time não é eliminado definitivamente da Copa do Brasil (ainda me resta uma semana!), inicio aqui a campanha para que as temporadas de futebol durem apenas três meses por ano. Mais do que isso é muito desgastante, exaustivo, ganhando ou perdendo (mais perdendo, é claro, mas tenho certeza que muitos tricolores saíram acabados do Maraca depois dessa vitória sobre o São Paulo aos 47 do segundo tempo).

Vou continuar “secando”, mas espero, do fundo do coração, que todos meus amigos tricolores tenham ido hoje ao Maraca (e devem ter ido, pois o engarrafamento de fusquinhas aqui nas redondezas foi recorde). Só o gol de barriga deve se comparar ao dia de hoje para eles.

E quanto ao Vasco, é mais azarão ainda do que era até o jogo de hoje no Recife. Ter de vencer de três com esse timinho, só com muita estrela. Não sei ainda se vou ao jogo, mas se for, garanto que sairei exausto de São Januário. Ganhando ou perdendo.

Vasco na semifinal da Copa do Brasil

14 maio, 2008

O Vasco nunca passou com tanta facilidade pelas quartas de final da Copa do Brasil. E chega a sua sexta semifinal como azarão. Por que ninguém podia apostar, nem mesmo os torcedores, que o clube poderia ficar perto de disputar um título este ano. Não até a volta de Leandro Amaral.

A Libertadores acabou para a Flapress

14 maio, 2008

Dia de jogo entre São Paulo e Fluminense pela Libertadores, a competição que até semana passada era a mais importante do semestre para os jornais aqui do Rio, aquela que foi um prêmio para a espetacular campanha do terceiro colocado do Brasileiro ano passado. E hoje, a partida do Flu, único carioca vivo na competição, não mereceu nem uma linha na capa do Globo. Por que será?

Tá comprovado!

8 maio, 2008

Libertadores não é Estadual…

Tá aprovado!

8 maio, 2008

Pronto, todo mundo satisfeito: Leandro Amaral e torcida do Vasco. O artilheiro deixou sua marca, jogou com raça e comprovou que é muito melhor que Allan Kardec e Jean. O time foi outro hoje. Se a defesa continua fraca, o ataque ficou mais inteligente. Madson é boa opção ofensiva (sempre gostei desse baixinho), mas deixou uma avenida no lado esquerdo. Prefiro ele como reserva do Morais. E hoje Edmundo foi realmente o melhor em campo. Muito bom vê-lo tabelar com Leandro e Morais. Só não digo que já estamos classificados para a próxima fase da Copa do Brasil, porque “futebol não é basquete”, como acabou de dizer Joel. Mas isso é assunto pra outro post…

A bola tá com o Leandro Amaral

7 maio, 2008

Hoje é dia de jogo do Vasco pela Copa do Brasil, único campeonato que realmente importa aqui no Brasil neste primeiro semestre.  E todo mundo de olho na volta do Leandro Amaral e na reação da torcida. O próprio jogador, Antônio Lopes e Edmundo disseram que esperam que a torcida o apóie. E nós esperamos que ele jogue bem, mostre disposição e faça gols. O apoio virá normalmente se ele for o mesmo profissional de antes.